12/02/2018 07h22 - Atualizado em 12/02/2018 07h22

Por que o organismo tolera menos o álcool à medida que se envelhece

À medida que envelhecemos, o organismo diminui sua tolerância ao álcool

Por: Redação/G1
 
 
À medida que envelhecemos, o organismo diminui sua tolerância ao álcool À medida que envelhecemos, o organismo diminui sua tolerância ao álcool

O corpo é sábio, por isso preste atenção e obedeça quando ele der sinais de que não aceita a mesma quantidade de bebida que você costumava consumir. À medida que envelhecemos, o organismo diminui sua tolerância ao álcool, portanto é hora de incluir o comedimento no seu dia a dia. Esse blog inclusive já tratou do tema quando falou dos excessos etílicos das festas de fim de ano, mas o carnaval é uma boa oportunidade para voltar ao assunto e mostrar as mudanças que ocorrem com a idade. Em entrevista ao jornal "The New York Times", Lara Ray, professora de psicologia clínica na Universidade de Los Angeles, afirmou: "o envelhecimento pode ser encarado como um fiel da balança para se aprender a dosar a bebida".

A mesma quantidade de álcool causa uma intoxicação mais severa num corpo com índices maiores de gordura – o que ocorre conforme envelhecemos, quando também perdemos massa e líquido corporal. A diluição do álcool no sangue é menor, daí a sensação de estar embriagado com doses cada vez menores. É exatamente o que está acontecendo em seu organismo, proteja-o optando por moderação acompanhada da ingestão de água. Pense nas calorias contidas numa bebida: uma taça de vinho tem cerca de 100 calorias; uma latinha de cerveja, 150; uma caipirinha com vodca e açúcar, 300! Sem contar que os acompanhamentos quase sempre são pouco saudáveis e engordativos.

Não imagine que beber antes de dormir vai melhorar a qualidade do seu sono. Embora tenha efeitos sedativos, o álcool abrevia estágios importantes do sono profundo e o repouso não será completo. Por causa dos efeitos diuréticos, é bem provável que você tenha que ir ao banheiro – se estiver tonto, o risco de queda aumenta. O excesso de bebida neutraliza qualquer efeito benéfico que sua ingestão moderada possa ter (e o que é ingestão moderada tem que ser discutido com seu médico): em grandes quantidades, altera a pressão sanguínea, afeta o músculo cardíaco e aumenta o risco de desenvolver diabetes. Mais: impacta seu sistema de defesa e, consequentemente, sua capacidade de combater infecções, sem falar nos danos causados ao cérebro, com prejuízo intelectual intenso. Depressão e dependência podem vir a reboque.

Na Grã-Bretanha, é considerado consumo pesado de álcool a ingestão de oito doses seguidas, para os homens, e de seis doses para as mulheres. Pelos padrões americanos, essa contagem é de cinco drinques para eles e quatro para elas num período de duas horas, e se isso acontece cinco ou mais vezes por mês o risco de alcoolismo é alto. No Brasil, os parâmetros são mais severos: consumo de mais de sete drinques por semana para as mulheres e de 14 para os homens. O médico Dráuzio Varella já recomendou, em uma de suas colunas, a leitura das obras "O revólver que sempre dispara" e "O livro das respostas: alcoolismo", escritas pelo jornalista Ricardo Vespucci e o médico Emanuel Vespucci, que podem ser encontradas em sebos digitais.


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