Dilma volta a negar relação de quebra de sigilos com campanha eleitoral
'Ou passa a olhar direitinho as datas ou vai ser fazer uma confusão', disse. Candidata falou com a imprensa em Brasília neste domingo (5).
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, voltou a negar no domingo (5), em Brasília, que as violações do sigilo fiscal de tucanos tenham relação com a campanha eleitoral.
“Ou passa a olhar direitinho as datas ou vai ser fazer uma confusão. Em abril de 2009, não existia eleição, nem para mim, nem para o meu adversário [José Serra], nem para a outra concorrente, a Marina. Nenhum de nós era candidato. Era algo bastante longínquo”, afirmou a candidata.
Neste domingo foi divulgado que um analista de Minas Gerais suspeito de ter acessado dez vezes os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, é filiado ao PT. Segundo "O Estado de S. Paulo", o servidor fez as consultas em abril de 2009 na agência de Formiga, a 210 km de Belo Horizonte. De acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele é filiado ao PT desde agosto de 2001.
Questionada sobre como agiria em relação ao caso se já estivesse no cargo de presidente da República, a candidata do PT afirmou que é preciso investigar, punir e excluir funcionários.
"Eu investigo até o último minuto, até a última vírgula. A minha proposta é melhorar o banco de dados sempre e montar um sistema de supervisão bastante rígido. Não são as pessoas que têm que ser virtuosas a instituição tem que ser virtuosa e para isso tem que aprimorar os sistemas de controle”, afirmou Dilma. (Fonte: G1).


