28/01/2019 16h14 - Atualizado em 28/01/2019 16h14

Papa Francisco diz temer derramamento de sangue na Venezuela

Opositor na Venezuela pede visita da ONU para investigar mortes em protestos recentes.

Por: Redação/G1
 
 
Papa Francisco diz temer derramamento de sangue na Venezuela Papa Francisco diz temer derramamento de sangue na Venezuela

O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (28) que teme um "derramamento de sangue" na Venezuela e que o "assusta" a violência que possa resultar da crise política no país.

As declarações foram feitas a bordo do avião que o transporta do Panamá, onde estava para a Jornada Mundial da Juventude, a Roma.

"O que me assusta? O derramamento de sangue", disse diante dos cerca de 70 jornalistas que o acompanham.

O opositor político Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente interino da Venezuela na semana passada, solicitou neste domingo (27) uma visita da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, para investigar as 30 mortes nos protestos recentes. Guaidó acusa o regime de Nicolás Maduro de promover um massacre desde terça-feira.

Maduro tomou posse de seu segundo mandato presidencial no último dia 10. Poucos dias depois, a Assembleia Nacional o declarou um "usurpador" do cargo de presidente. Em seguida, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ, que é governista) considerou "nulos" todos os atos aprovados pelo Parlamento.

Diversos países, entre eles Brasil e Estados Unidos, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. No último final de semana, países europeus - Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Portugal - deram um ultimato para que se convoque novas eleições na Venezuela, ou também reconhecerão Guaidó como presidente.

Maduro rejeita o ultimato e pede que os países europeus retirem a ameaça. "Ninguém pode nos dar um ultimato", disse em uma entrevista ao canal CNN Turk, exibida no domingo.

As últimas eleições presidenciais na Venezuela foram marcadas por denúncias de fraude, boicote da oposição e alta abstenção. Por isso, EUA, Canadá, a maioria dos países latino-americanos, incluindo o Brasil, e muitos países europeus classificaram as eleições como fraudulentas.

O papa Francisco reiterou que é contra tornar opcional o celibato entre sacerdotes. No entanto, o pontífice deixou em aberto a possibilidade de conceder a ordenação sacerdotal a homens casados em lugares remotos, ou seja, locais onde não há padres ordenados.

"É uma coisa em discussão entre os teólogos, não há uma decisão minha. A minha decisão é: não ao celibato opcional antes do diaconato. É uma coisa minha, pessoal", disse Francisco. A possibilidade, atualmente em estudo, é sobre os "viri probati" – nome dado a homens maduros e casados – poderem ser ordenados só em lugares muito distantes onde faltam padres, como em ilhas do Pacífico.

Porém, o papa reiterou várias vezes a sua oposição "ao celibato opcional antes do diaconato" e citou a frase do papa Paulo VI:

"Prefiro dar a vida antes de mudar a lei do celibato".

Francisco citou um livro do padre Lobinger, que diz: "a Igreja faz a eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja". O papa também disse que há lugares onde a comunidade católica está nas mãos apenas de diáconos, religiosas ou leigos.

Naquele texto, explicou o pontífice, é levantada a possibilidade de outorgar o sacerdócio aos casados só para celebrar a missa, administrar o sacramento da reconciliação e dar a unção dos enfermos e que "talvez isso possa ajudar a responder o problema".


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