07/01/2017 11h24 - Atualizado em 07/01/2017 11h24

O impacto do câncer infantil na família

Essa doença, quando atinge uma criança, abala as estruturas familiares.

Por: Redator 2
 
Cânceres que atingem as crianças deixam os familiares especialmente sensíveis. (Foto: Bruno Marçal) Cânceres que atingem as crianças deixam os familiares especialmente sensíveis. (Foto: Bruno Marçal)

Em fevereiro de 2014, Crislane Batista da Silva, de 37 anos, estava com Artur, seu filho de sete anos, em um shopping de São Paulo quando ele desmaiou. Já no pronto-socorro, a médica notou pelo raio-x que havia uma massa suspeita no intestino do garoto.

No dia marcado para a biópsia que esclareceria se era um tumor maligno que crescia ali, Artur teve cinco paradas cardíacas. "Decidiram operar e, na sala cirúrgica, viram que era câncer mesmo. Ele tinha tomado intestino, baço e chegava ao pulmão", conta a mãe.

Depois do procedimento, a então balconista de loja recebeu o diagnóstico do filho: rabdomiossarcoma embrionário. Traduzindo, um tipo de tumor que se forma durante a gestação e que ataca diversos locais do corpo.

As mais de 40 sessões de quimioterapia que se sucederam à operação obrigaram mãe e filho a mudar completamente de vida. "O tratamento ocorria de segunda a quinta. A gente saía de casa às quatro e meia da manhã para voltar cinco da tarde, às vezes mais", relata.

Com a agenda tomada pela doença, ela precisou largar o emprego. "Foi muito pesado. Eu passei necessidade, chorava todo dia, meu armário ficou vazio…", lembra Crislane. O marido, assim como o trabalho, não resistiu ao período. "Ele me acompanhou e até me ajudou no começo, mas cansou porque eu ficava mais no hospital do que em casa", resume.

Depois de uma longa batalha, Artur derrotou a doença. Sua tão esperada alta veio em março de 2016. Hoje, ele está em remissão e ainda é acompanhado de perto pelos médicos. Já Crislane voltou a trabalhar há quatro meses e aos poucos retoma sua vida.

Para a mãe, ficou a certeza de que, apesar dos reveses, não estava sozinha. A ajuda para seguir em frente veio de amigos novos e antigos, parentes e os grupos de mães de outros pequenos pacientes. "Eu fui abandonada de um lado, mas acolhida de outro", pondera.


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