ONU pede mais 3.500 militares para o Haiti
Ban Ki-moon visitou Porto Príncipe neste domingo
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira (18) ao Conselho de Segurança que amplie a missão de estabilização no Haiti com mais 3.500 "capacetes azuis" para reforçar a segurança e melhorar a distribuição de assistência. O país foi devastado após um terremoto de sete graus na escala Richter na última terça-feira (12) e até agora já enterrou cerca de 70 mil mortos. O saldo de mortes pode chegar a 200 mil.
Ban, que hoje informou ao Conselho de sua visita de seis horas realizada no domingo ao país, pediu também que o aumento das forças internacionais de paz no Haiti se prolongue por seis meses.
No último sábado (16), o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, defendeu aumentar o mandato da missão de paz que atual no Haiti, a Minustah, que é comandada pelo Brasil. Apesar de Jobim ter dito que não há como a Minustah sair do país em menos de cinco anos, ele afirmou que não era necessário aumentar o efetivo no local. O ministro disse:
- É preciso reconstruir o país. Não há mais nada.
A declaração de Jobim foi feita no Centro de Instrução de Operações de Paz, na zona oeste do Rio, um dia após a volta do ministro do Haiti.
A Minustah está no país desde 2004 e seu mandato acabaria em outubro deste ano. A missão da ONU, liderada pelo Brasil, tem 1.266 militares no país e um contingente total de cerca de 9.000 pessoas, sendo pouco mais de 7.000 militares.
A prorrogação do mandato depende da aprovação dos outros 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Rússia, Burkina Faso, Costa Rica, Croácia, Líbia, Vietnã, Áustria, Japão, México, Turquia e Uganda).
Desde 2004, após a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide, a missão está no país para restaurar a paz e garantir a segurança ao Haiti, um país devastado pelos conflitos internos, instabilidade social e elevada taxa de desemprego. A violência urbana, o déficit de moradias e a fome já estavam entre os problemas do país antes do terremoto.
Jobim defendeu ainda a ONU crie uma comissão gestora para envio de recursos ao Haiti “para que a ajuda não fique na base do voluntarismo e assistencialismo”.
Após o terremoto, os problemas de segurança voltam ao Haiti, com os criminosos livres após as prisões terem ruído, e a população desesperada em busca da ajuda humanitária, que é abundante, mas enfrenta problemas para chegar a quem realmente precisa.
Fonte: R7


