Desfile em Dourados foi marcado por protesto e participação popular
O militares do exército brasileiro foram os únicos a desfilar na cidade, além dos manifestantes do “Grito dos Excluídos”.
Segundo fontes ligadas à Polícia Militar e Guarda Municipal, cerca de 25 mil pessoas compareceram na Avenida Marcelino Pires na manhã desta terça (7), dia em que se comemora o Dia da Independência, para prestigiar o desfile militar dos membros da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada.
No palanque, presenciaram o desfile, o prefeito interino, o juiz Eduardo Machado Rocha, a vereadora Délia Razuk, o comandante do Exército Brasileiro em Dourados, José Carlos Cardoso, o comandante da Guarda Municipal, Tonny Aldry Zerlot, e outras autoridades e convidados.
As milhares de pessoas presentes na avenida aguardaram com ansiedade a abertura do evento que foi feito oficialmente pelo prefeito em exercício, que constantemente era aplaudido pelo presentes, recebendo muitas palavras de incentivo e cobranças.
Outro que foi muito aplaudido e incentivado quando subiu ao palanque, foi o jornalista e Secretário de Governo Eleandro Passaia, que denunciou todo esquema de corrupção que está sendo apurado pela polícia e pelo ministério público. 
O desfile começou com atraso, já que as atividades estavam programadas para começar às 8:30hs, e só teve largada por volta das 9:00hs. O prefeito interino Eduardo Machado passou a tropa do exercito em revista, abrindo assim a passagem dos militares pela pista.
Os oficiais desfilaram com todas os seus pelotões e infantarias, além do contingente bélico e mecânico lotado na 4ª Brigada, sendo bastante aplaudidos pela população.
O protesto
Quando o último pelotão do exercito passou em frente o palanque, os militares receberam ordem para criar uma barreira na esquina da Avenida Presidente Vargas, visando impedir que manifestantes comandados pelo grupo conhecido como “Grito dos Excluídos”, realizassem seu protesto. Cerca de 20 soldados com seus escudos e cacetetes formaram uma barreira, e prontamente a população gritando palavras de ordem pediam a saída dos mesmos, e em certo momento o clima ficou tenso, pois a população ameaçava um confronto com os militares para liberar a avenida, para os manifestantes passarem.Com a aproximação dos manifestantes, e a invasão do local pela população, veio a ordem do comandante do exercito para que os soldados liberassem o caminho, e sob forte vaia dos manifestantes, eles foram saindo um a um, e assim todos puderam realizar suas manifestações. Segundo informações, a liberação da avenida foi feita através de um pedido pessoal do prefeito em exercício que afirmou ser o manifesto legítimo e democrático, e estava sendo feito dentro da ordem e de forma pacífica.
O manifesto
Liderados pelo “Grito dos Excluídos” , o manifestantes tomaram conta da avenida, e assim que o grupo ia avançando rumo ao palanque, a população que assistia a tudo começou a acompanhar o cortejo e também fazer uso das palavras de ordem, pedindo a prisão dos envolvidos na Operação Uragano, pedindo a renúncia dos vereadores e cobrando mais seriedade na política douradense.
Diversas faixas e cartazes, alguns confeccionados manualmente eram empunhados pelos manifestantes, uma feita a partir de uma frase dita pelo próprio Ari Artuzi em época de campanha, onde um erro dito por ele virou motivo de piada e neste desfile voltou com uma nova versão. A faixa levada pelos manifestantes tinha os seguintes disseres: “Ari Artuzi preso 24 horas, inclusive a noite”.
Todo manifesto foi acompanhado pelo prefeito Eduardo Machado e pelas autoridades presentes e nenhum incidente foi registrado pela polícia, transcorrendo tudo dentro da normalidade. 
Além de pedir punição exemplar aos que já estão sendo investigados, os manifestantes também já mostraram insatisfação com alguns nomes que estão assumindo as secretárias municipais, entre eles o vereador Idenor Machado, que assume a Secretaria de Educação. Os manifestantes pediram a saída de Idenor da pasta. Manifestantes também gritavam pedindo a saída do atual comandante da Guarda Municipal Tonny Aldry Zerlotti, que assumiu o cargo indicado por Ari Artuzi, na época gerando muita confusão e manifestos na cidade, além de protestos dentro da própria corporação que não aceitavam o PM como seu comandante.
Encerrada as atividades, os manifestantes se dirigiram até o Parque Antenor Martins no Jardim Flórida onde continuaram seus manifestos.




































