26/11/2018 08h14 - Atualizado em 26/11/2018 08h14

Desigualdade de renda para de cair no Brasil após 15 anos

Oxfam indica que número de pobres cresceu 11% em 2017. Pela 1ª vez em 23 anos, a renda média das mulheres caiu em relação à dos homens.

Por: Redação/G1
 
 
Desigualdade de renda para de cair no Brasil após 15 anos Desigualdade de renda para de cair no Brasil após 15 anos

A desigualdade de renda no Brasil ficou estagnada em 2017, pela primeira vez nos últimos 15 anos, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (26) pela Organização Não Governamental Oxfam. Com isso, o Brasil subiu um degrau no ranking mundial de desigualdade de renda, passando a ser o 9º país mais desigual.

De acordo com a entidade, desde 2002 o índice de Gini da renda familiar per capita vinha caindo a cada ano, o que não foi observado entre 2016 e 2017, quando ficou estagnado em 0,549 (quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade).

"O país estagnou em relação à redução das desigualdades, e o pior: podemos estar caminhando para um grande retrocesso", afirma em nota Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil.

No relatório, intitulado "País Estagnado", a Oxfam aponta ainda que entre 2016 e 2017 o Brasil se manteve no mesmo patamar do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), seguindo na 79ª posição em um ranking de 179 países. O indicador com maior impacto negativo foi o de renda, que registrou queda sobretudo nas menores faixas.

Confira outros destaques do relatório:

número de pobres cresceu 11% em 1 ano, atingindo 15 milhões de brasileiros 2017 (7,2% da população);

rendimentos do trabalho dos 10% de brasileiros mais ricos cresceram 6% de 2016 para 2017; já entre os 50% mais pobres, a renda caiu 3,5%;

rendimento médio do 1% mais rico é 36,3 vezes maior que o dos 50% mais pobres;

pela 1ª vez em 23 anos, a renda média das mulheres caiu em relação à dos homens, de uma proporção de 72% para 70%;

a diferença salarial entre negros e brancos também aumentou: em 2017, negros ganhavam em média 53% dos rendimentos médios de brancos, ante 57% em 2016;

volume de gastos sociais no Brasil retrocedeu ao patamar de 2001;

pela 1ª vez desde 1990, o Brasil registrou alta na mortalidade infantil, que subiu de 13,3, em 2015, para 14 mortes por mil habitantes em 2016.


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