Câmara do DF escolhe comando de comissão que
julgará pedidos para afastar Arruda e Paulo Octávio
Se aprovado, impeachment ainda precisa passar no plenário para todos os distritais votarem
A Câmara do Distrito Federal escolhe nesta segunda-feira (22) o presidente e relator da comissão especial que julgará os pedidos de impeachment contra o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), e contra o governador em exercício, Paulo Octávio (DEM). A comissão especial é o próximo passo. Se os pedidos passarem, devem seguir para votação em plenário.
Composta por cinco deputados, a comissão terá dez dias para elaborar um parecer sobre o afastamento dos dois. Após o parecer, Arruda e Paulo Octávio terão 20 dias para se defender e a comissão terá outros dez dias para apreciar a defesa. Só após esse prazo de 40 dias, o relatório segue para o plenário.
Para afastar Arruda e Paulo Octávio, dois terços dos deputados distritais devem aprovar o pedido. Caso isso aconteça, o processo segue para julgamento por uma comissão presidida pelo presidente do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) e formada por cinco deputados e cinco desembargadores. É essa comissão que deverá julgar se Arruda e Paulo Octávio devem ou não perder seus direitos políticos.
O governador afastado está preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou a prisão temporária de Arruda por uma suposta tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra, uma das principais testemunhas do mensalão do DEM. Ele nega a acusação.
Na quinta-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgará em plenário o habeas corpus de Arruda. O relator do processo, ministro Marco Aurélio de Mello, já havia negado em caráter liminar a liberdade do governador afastado.
O escândalo que resultou na prisão de Arruda começou no dia 27 de novembro de 2009, quando a PF deflagrou a Operação Caixa de Pandora. No dia foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, quando foram apreendidos mais de R$ 700 mil nas casas e gabinetes de políticos supostamente envolvidos no esquema.

