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Avenida onde prédios desabaram no Rio é parcialmente liberada

30 de January de 2012 às 08:52

Pedestres se emocionam ao passar por área de desabamento, param e fotografam restante dos escombros.

Camila e Ronald fotografam região (Foto: Thamine Leta/G1)
Camila e Ronald fotografam região (Foto: Thamine Leta/G1)

Em meio à correria e ao burburinho do Centro do Rio, é possível perceber o silêncio e o pesar no rosto das pessoas que passam pela Avenida Treze de Maio na manhã desta segunda-feira (30). A via, que foi liberada nesta manhã a pedestres, estava fechada desde 25 de janeiro após o desabamento de três prédios.

De acordo com o último balanço, 17 corpos foram encontrados nos escombros, sendo que 13 foram identificados. Outras cinco pessoas permanecem desaparecidas.

A empregada doméstica Lourdes Silva Oliveira, de 56 anos, foi até a Avenida Treze de Maio rezar por Fábio, amigo de sua filha. Segundo ela, Fábio estava no prédio e não conseguiu escapar do desabamento.

“Eu olho e não acredito no que aconteceu. Minha filha está arrasada, não conseguiu ir ao enterro dele. É muito triste imaginar que alguém pode morrer assim”, disse, emocionada.

Lourdes mora em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e trabalha em Copacabana, na Zona Sul. “Saltei do ônibus no meio do caminho, precisava vir até aqui. O Fábio era alpinista, dormia na minha casa sempre e acordava cedinho para fazer trilhas. Minha filha acompanhava ele nesses programas”, lamentou.

Camila Barcelos, de 21 anos, e Ronald da Silva, de 19, também estiveram no local da tragédia e registraram com fotos o que restou dos prédios que desabaram. “Trabalhamos aqui perto e hoje viemos olhar o que sobrou. É difícil, porque é uma coisa inacreditável, e as pessoas estavam ali estudando, trabalhando. Podia acontecer com qualquer um”, disse Camila.

A segunda-feira será de muito trabalho para Sílvio Santos Fausto e sua equipe. Fausto é gerente de uma lanchonete localizada em frente ao local do desabamento. O estabelecimento foi invadido por poeira. O gerente viu o edifício desabar e conta que correu para o estoque quando aconteceu o acidente.

'Castelo de areia'


“Eu ouvi um barulho, como se fosse uma explosão. Vi um ar-condicionado caindo e, de repente, o prédio desabou, como se fosse um castelo de areia. Tinha uns seis clientes na lanchonete e todos corremos para dentro, para o estoque. Foi horrível, muito pânico”, relembrou.

Fausto ficou na lanchonete até as 22h daquela quarta-feira (25), quando foi retirado do local pelos bombeiros. Segundo ele, a previsão é que os 60 funcionários passem o dia limpando a lanchonete para que ela volte a fucionar na terça-feira (31). (G1).

Galeria de Fotos

Camila e Ronald fotografam região (Foto: Thamine Leta/G1)

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