Agentes que combatem a dengue em Campo Grande entram em greve na terça-feira
01 de March de 2010 às 08:29
Os 2.5 mil agentes de saúde da prefeitura de Campo Grande, aqueles que
agem diretamente no combate à dengue, doença que pode ter contaminado
14.172 pessoas da cidade nas sete primeiras semanas deste ano, decidiram
entrar em greve na terça-feira, após sete integrantes do sindicato ser
expulsos da sala do prefeito Nelsinho Trad, do PMDB.
A categoria estuda ainda abrir um processo administrativo e outro penal contra o prefeito, que seria o responsável pela explosão da dengue no município por “ingerência administrativa, falta de habilidade nas negociações salariais e pelo pouco caso com a saúde pública”.
Os trabalhadores da saúde vão pedir também que os vereadores da cidade investiguem a aplicação de recursos aplicados para atacar a doença. A reportagem do Midiamax tentou discutir a questão com o prefeito, mas ele estaria tratando de assuntos ligados aos estragos na cidade surgidos após a chuva que caiu sobre a cidade no sábado.
O coordenador de Políticas Institucionais e Sociais do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública de Campo Grande), Amado Cheikh, informou que a categoria tenta um acordo com o prefeito desde dezembro passado, mas não consegue. Amado disse que no sábado seis sindicalistas, eles entre os quais e e o advogado da categoria foram expulsos do gabinete do prefeito enquanto discutiam as perdas salariais.
Os agentes de saúde municipal pedem 60% de reposição salarial. Esses trabalhadores que atuam nas ruas e bairros da cidade, segundo Amado, recebem hoje R$ 477,00 de salário mais um adicional de R$ 144,00, por produtividade. “O salário-base de um agente que desempenha função igual a nossa no interior do Estado, como Juti, um dos menores, é de R$ 831,00, algo errado acontece em nosso município”, protestou o sindicalista.
O sindicalista disse ainda que apenas 30% dos 2,5 mil agentes devem cumprir o expediente a partir de terça-feira, como determina a regime trabalhista. A paralisação dos agentes, segundo Amado, pode prejudicar o repasse de verba federal para o combate a dengue. É que o Ministério da Saúde exige os dados sobre a doença e o serviço de prevenção, tarefa dos agentes que prometem a greve.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde até o dia 15 deste mês foram notificados 14.172 casos de dengue em Campo Grande, uma média de 314 registros por dia. Seis pessoas morrem com sintomas da dengue hemorrágica, um estágio avançado da doente, casos ainda sob investigação.
Os trabalhadores da saúde vão pedir também que os vereadores da cidade investiguem a aplicação de recursos aplicados para atacar a doença. A reportagem do Midiamax tentou discutir a questão com o prefeito, mas ele estaria tratando de assuntos ligados aos estragos na cidade surgidos após a chuva que caiu sobre a cidade no sábado.
O coordenador de Políticas Institucionais e Sociais do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública de Campo Grande), Amado Cheikh, informou que a categoria tenta um acordo com o prefeito desde dezembro passado, mas não consegue. Amado disse que no sábado seis sindicalistas, eles entre os quais e e o advogado da categoria foram expulsos do gabinete do prefeito enquanto discutiam as perdas salariais.
Os agentes de saúde municipal pedem 60% de reposição salarial. Esses trabalhadores que atuam nas ruas e bairros da cidade, segundo Amado, recebem hoje R$ 477,00 de salário mais um adicional de R$ 144,00, por produtividade. “O salário-base de um agente que desempenha função igual a nossa no interior do Estado, como Juti, um dos menores, é de R$ 831,00, algo errado acontece em nosso município”, protestou o sindicalista.
O sindicalista disse ainda que apenas 30% dos 2,5 mil agentes devem cumprir o expediente a partir de terça-feira, como determina a regime trabalhista. A paralisação dos agentes, segundo Amado, pode prejudicar o repasse de verba federal para o combate a dengue. É que o Ministério da Saúde exige os dados sobre a doença e o serviço de prevenção, tarefa dos agentes que prometem a greve.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde até o dia 15 deste mês foram notificados 14.172 casos de dengue em Campo Grande, uma média de 314 registros por dia. Seis pessoas morrem com sintomas da dengue hemorrágica, um estágio avançado da doente, casos ainda sob investigação.

