15/12/2018 06h49 - Atualizado em 15/12/2018 06h49

Aviões russos deixam a Venezuela após participarem de manobras militares

EUA e Colômbia criticaram envio, mas ministro da Defesa venezuelano disse que ninguém deveria temer porque 'Venezuela e a Rússia são construtores da paz, não da guerra'.

Por: Redação/G1
 
 
Um avião bombardeiro russo Tu-160 é visto em pista do aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, na segunda-feira (10) Um avião bombardeiro russo Tu-160 é visto em pista do aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, na segunda-feira (10)

Os aviões que a Rússia enviou à Venezuela na última segunda-feira para participarem de manobras militares entre os dois países em Caracas, voltadas à defesa do país sul-americano em caso de um eventual ataque, deixaram nesta sexta-feira (14) o território venezuelano.

"@CODAI_FANB se despede com alegria da delegação russa que participou dos #VuelosOperativoscombinadosVzlaRusia2018 e agradece a troca de experiência e a demonstração de amizade manifestada. Continuem sulcando os espaços da Paz", disse o Comando de Defesa Aeroespacial Integral da Força Armada venezuelana no Twitter.

Na quarta-feira, o governo dos Estados Unidos informou que representantes russos confirmaram que a esquadrilha, da qual fazia parte dois bombardeiros Tu-160, capazes de transportar armas nucleares, voltaria nesta sexta-feira à Rússia. Também participaram da missão russa um avião cargueiro An-14 e um avião de passageiros Il-62.

Após a chegada dos aviões a Caracas, na segunda-feira, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, afirmou que "ninguém no mundo" deveria temer pela presença delas no país sul-americano, porque a Venezuela e a Rússia são "construtores da paz, não da guerra".

Porém, os Estados Unidos reagiram com críticas, e o coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa, denunciou que enquanto Washington oferece ajuda humanitária "em meio à tragédia", a Rússia "envia bombardeiros à Venezuela".

O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse que o continente deveria "estar alerta" em relação aos exercícios militares de russos e venezuelanos e os classificou como "hostis".

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, declarou que a posição de Manning foi "desrespeitosa" e "cínica", e a Rússia a definiu como "muito pouco diplomática".


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